
Havia uma taça de vinho na minha frente, seco e importado. Era francês e me fazia recordar a viagem que fiz com meu amigo, Leandro, ao sul da França. Comemos sanduíches com patês e queijo com vinho, em uma colina, deitados sobre uma toalha alaranjada, e observamos um pôr-do-sol, o mais lindo da minha vida. Foram férias merecidas.
- É um adorável vestido azul, Gabriela! –disse ele na época, foi uma das poucas vezes que ele me viu corar.
À luz de velas, acontecia um rodízio de rapazes na cadeira posta a minha frente. Tal rodízio me fez aterrissar de meus devaneios. Agora estava sentado um homem de aparência agradável e galanteador, cabelos grisalhos, unhas compridas e olhos irritados. Drogado.
- Próximo - interrompi sua fala. Ele levantou-se e entrou na fila de outra moça, menos ávida.
O seguinte desde a fila, já tinha observado, vinha coçando a cabeça e tinha a aparência de ter saído de uma nevasca: Tinha caspa.
- Próximo.
Esse tinha unhas muito pequenas e visivelmente comidas. Imaginei a pobre coitada que ao beijá-lo saiu com uma unha entre os dentes.
- Próximo.
O próximo era um cafajeste. A leve marca em seu dedo da mão esquerda denunciava sua condição: casado. "Por que eu estou aqui?" disse baixinho e me levantei, sem ao menos o rapaz começar sua fala. Paguei minha conta, até mais do que devia para sair logo do local. Entrei no carro e me lembrei qual era a verdadeira e estúpida razão de eu ter ido à caça, naquele encontro às escuras.
No dia anterior, uma sexta-feira, Leandro e eu fomos a um pub comemorar mais uma semana de trabalho. Quando estávamos já embriagados ele criou coragem e disse:
- Vou-me casar!
Senti o meu sorriso bobo esvaecer-se do meu rosto lentamente e transforma-se em uma cara amarrada. Acho que Leandro percebeu, pois abaixou a cabeça.
- O que você disse?
- Eu e Rachel vamos nos casar. Eu a pedi em casamento semana passada.
- E você me contou só hoje? Le
andro onde você está com a cabeça? CASAR?
Brigamos mais uma vez e eu comecei a vomitar. Como sempre acontecia quando eu misturava álcool com mau humor.
Decidi parar o carro em uma rua e continuar a pé.
- É um adorável vestido azul, Gabriela! –disse ele na época, foi uma das poucas vezes que ele me viu corar.
À luz de velas, acontecia um rodízio de rapazes na cadeira posta a minha frente. Tal rodízio me fez aterrissar de meus devaneios. Agora estava sentado um homem de aparência agradável e galanteador, cabelos grisalhos, unhas compridas e olhos irritados. Drogado.
- Próximo - interrompi sua fala. Ele levantou-se e entrou na fila de outra moça, menos ávida.
O seguinte desde a fila, já tinha observado, vinha coçando a cabeça e tinha a aparência de ter saído de uma nevasca: Tinha caspa.
- Próximo.
Esse tinha unhas muito pequenas e visivelmente comidas. Imaginei a pobre coitada que ao beijá-lo saiu com uma unha entre os dentes.
- Próximo.
O próximo era um cafajeste. A leve marca em seu dedo da mão esquerda denunciava sua condição: casado. "Por que eu estou aqui?" disse baixinho e me levantei, sem ao menos o rapaz começar sua fala. Paguei minha conta, até mais do que devia para sair logo do local. Entrei no carro e me lembrei qual era a verdadeira e estúpida razão de eu ter ido à caça, naquele encontro às escuras.
No dia anterior, uma sexta-feira, Leandro e eu fomos a um pub comemorar mais uma semana de trabalho. Quando estávamos já embriagados ele criou coragem e disse:
- Vou-me casar!
Senti o meu sorriso bobo esvaecer-se do meu rosto lentamente e transforma-se em uma cara amarrada. Acho que Leandro percebeu, pois abaixou a cabeça.
- O que você disse?
- Eu e Rachel vamos nos casar. Eu a pedi em casamento semana passada.
- E você me contou só hoje? Le
andro onde você está com a cabeça? CASAR?Brigamos mais uma vez e eu comecei a vomitar. Como sempre acontecia quando eu misturava álcool com mau humor.
Decidi parar o carro em uma rua e continuar a pé.
quando seu livro ficar pronto, quero uma cópia autografada (:
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