sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Penera
Vontade de passear. Vamos? Vamos. Pra onde? Aahh eu conheço um sítio muito legal! Demoro. Convida daqui, combina de lá. Listas de pessoas, listas de supermercado, listas de despesas. Fechado. Ah não dá mais vou ter que trabalhar! Muda todo o esquema. Há vagas pro próximo feriado? Não. Ah, não vou mais trabalhar. Ainda tem como eu ia no dia que eu tinha marcado. Claro. Beleza. Vamos pra Redenção na sexta. O QUE MAS EU TENHO PROVAS NA SEGUNDA! Estuda lá. Roupa, shampoo, máquina, livros. Compra 12 pães com mortadela. VOCÊ AINDA NÃO FEZ SUA MALA?! Mala, porta-mala. Esquecemos o cachorro. O cachorro vai pro hotelzinho. Próxima casa. Pizzas e Pizzas. Cadê o remédio da neném. O caderão das crianças. TELEFONE, TELEFONE, TELEFONE. Pausa para o puta que pariu. Não tem como vocês virem hoje, só amanhã. POR QUE ? O caseiro tá na balada. Porta-mala, mala, chão. Pizza, boca. Amanhã, busão. E o único que viajou foi o cachorro.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Desejos
Eu quero ver o teu olhar todos os dias,Eu quero ouvir sua voz rouca nas minhas manhãs,
Eu quero passar por lugares que nunca passei,
Eu quero poder dançar e cantar sem embaraço,
Eu quero rir sem parar,
Eu quero poder voar nas asas de um dragão,
Eu quero navegar léguas e léguas,
Eu quero ver coelhos na lua, eternamente,
Eu quero dar mais um passo,
Eu quero ser mais do que um,
Eu quero ser dois e quem sabe três,
Eu quero ser estável,
Eu quero você ao meu lado.
Eu quero ser feliz. (:
sábado, 14 de agosto de 2010
Para você..
"O amor é a luz da vida. Amar é dar-se; de maneira espontânea, voluntária e desinteressada; muito mais do que dar coisas aos outros, é dar-se a si mesmo; sua dedicação, seu tempo, seu coração. (...) O verdadeiro amor começa onde não se espera nada em troca."
Viva para Servir e Amar, Prof. Felipe Aquino
terça-feira, 10 de agosto de 2010
uma menina chamada Talita
"Quando você nasceu, você chorou e todo mundo se alegrou. Viva sua vida de forma que quando você morrer, o mundo chore e você se alegre." Autor desconhecido
Há dezoito anos, Deus decidiu mandar um de seus anjinhos a um casal muito especial. O anjinho escolheu ter olhos azuis, porque assim como os oceanos seus sonhos eram grandes, escolheu cabelos loiros, porque gostava do calor do sol, e escolheu a forma de mulher afim de captar toda a doçura do mundo.
O casal escolheu para o anjinho o nome Talita, que significa "criança", uma criança muito desejada. O anjinho trouxe ao casal incontáveis alegrias, tirou algumas lágrimas, m
as o ensinou a ser mais forte e a descobrir o verdadeiro significado do amor. O casal, por sua vez, mostrou ao anjo as coisas boas e ruins que o mundo oferece, o protegeu, o educou e o amou acima de tudo.Talita não teve irmãos de sangue, mas conquistou irmãos de coração e de alma, eles são como uma extensão do amor original de seus pais.


Hoje, exatos dezoito anos depois, após uma caminhada recheada de acertos e erros, o anjinho passou de menina levada que colocava alfinetes nos assentos e de adolescente birrenta para finalmente tornar-se uma mulher carinhosa, dedicada, determinada, confiante, feliz, especial e amada. Amada não só por aquele casal, apesar de que ninguém a amará mais do que eles, mas por todos ao seu redor: parentes, amigos, admiradores e amantes.
Seu carisma, sua meiguice, inteligência, dedicação, carinho, além de muitos outras qualidades, demonstram que
tudo o que o casal passou com você e por você, e vice-versa, valeu por todas as lágrimas e horas difíceis. Mas ainda tem muito caminho a seguir, e lembre-se de que eles sempre estarão com você, e nós também.Minas te ama, Taubaté te ama.
Deus te ama, seus pais te amam.
Nós te amamos, eu te amo Talita.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Leandro e Gabriela - Prólogo

Havia uma taça de vinho na minha frente, seco e importado. Era francês e me fazia recordar a viagem que fiz com meu amigo, Leandro, ao sul da França. Comemos sanduíches com patês e queijo com vinho, em uma colina, deitados sobre uma toalha alaranjada, e observamos um pôr-do-sol, o mais lindo da minha vida. Foram férias merecidas.
- É um adorável vestido azul, Gabriela! –disse ele na época, foi uma das poucas vezes que ele me viu corar.
À luz de velas, acontecia um rodízio de rapazes na cadeira posta a minha frente. Tal rodízio me fez aterrissar de meus devaneios. Agora estava sentado um homem de aparência agradável e galanteador, cabelos grisalhos, unhas compridas e olhos irritados. Drogado.
- Próximo - interrompi sua fala. Ele levantou-se e entrou na fila de outra moça, menos ávida.
O seguinte desde a fila, já tinha observado, vinha coçando a cabeça e tinha a aparência de ter saído de uma nevasca: Tinha caspa.
- Próximo.
Esse tinha unhas muito pequenas e visivelmente comidas. Imaginei a pobre coitada que ao beijá-lo saiu com uma unha entre os dentes.
- Próximo.
O próximo era um cafajeste. A leve marca em seu dedo da mão esquerda denunciava sua condição: casado. "Por que eu estou aqui?" disse baixinho e me levantei, sem ao menos o rapaz começar sua fala. Paguei minha conta, até mais do que devia para sair logo do local. Entrei no carro e me lembrei qual era a verdadeira e estúpida razão de eu ter ido à caça, naquele encontro às escuras.
No dia anterior, uma sexta-feira, Leandro e eu fomos a um pub comemorar mais uma semana de trabalho. Quando estávamos já embriagados ele criou coragem e disse:
- Vou-me casar!
Senti o meu sorriso bobo esvaecer-se do meu rosto lentamente e transforma-se em uma cara amarrada. Acho que Leandro percebeu, pois abaixou a cabeça.
- O que você disse?
- Eu e Rachel vamos nos casar. Eu a pedi em casamento semana passada.
- E você me contou só hoje? Le
andro onde você está com a cabeça? CASAR?
Brigamos mais uma vez e eu comecei a vomitar. Como sempre acontecia quando eu misturava álcool com mau humor.
Decidi parar o carro em uma rua e continuar a pé.
- É um adorável vestido azul, Gabriela! –disse ele na época, foi uma das poucas vezes que ele me viu corar.
À luz de velas, acontecia um rodízio de rapazes na cadeira posta a minha frente. Tal rodízio me fez aterrissar de meus devaneios. Agora estava sentado um homem de aparência agradável e galanteador, cabelos grisalhos, unhas compridas e olhos irritados. Drogado.
- Próximo - interrompi sua fala. Ele levantou-se e entrou na fila de outra moça, menos ávida.
O seguinte desde a fila, já tinha observado, vinha coçando a cabeça e tinha a aparência de ter saído de uma nevasca: Tinha caspa.
- Próximo.
Esse tinha unhas muito pequenas e visivelmente comidas. Imaginei a pobre coitada que ao beijá-lo saiu com uma unha entre os dentes.
- Próximo.
O próximo era um cafajeste. A leve marca em seu dedo da mão esquerda denunciava sua condição: casado. "Por que eu estou aqui?" disse baixinho e me levantei, sem ao menos o rapaz começar sua fala. Paguei minha conta, até mais do que devia para sair logo do local. Entrei no carro e me lembrei qual era a verdadeira e estúpida razão de eu ter ido à caça, naquele encontro às escuras.
No dia anterior, uma sexta-feira, Leandro e eu fomos a um pub comemorar mais uma semana de trabalho. Quando estávamos já embriagados ele criou coragem e disse:
- Vou-me casar!
Senti o meu sorriso bobo esvaecer-se do meu rosto lentamente e transforma-se em uma cara amarrada. Acho que Leandro percebeu, pois abaixou a cabeça.
- O que você disse?
- Eu e Rachel vamos nos casar. Eu a pedi em casamento semana passada.
- E você me contou só hoje? Le
andro onde você está com a cabeça? CASAR?Brigamos mais uma vez e eu comecei a vomitar. Como sempre acontecia quando eu misturava álcool com mau humor.
Decidi parar o carro em uma rua e continuar a pé.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
favoritos
Pois é, meu amigo
Não existe felicidade
Se não o vive
Com intensidade
Nessa tola felicidade
De acreditar
Numa vida brilhante.
Pois amo, cada instante
Da vida em pessoa
Quem vive assim, à toa
Por mim e pelos outros,
Pela criatividade, d'uma alma boa,
Faz-me feliz o semblante
Pois só de receber o seu olhar
Alegre, a radiar
Sinto a mais gostosa harmonia.
Ah, mas quem diria?
A menina crescida
Ainda entende a vida
Com a inocência de acreditar,
Sem cara metida,
Que é bom ao poeta ensinar
Que a vida é um feliz sonhar
Não existe felicidade
Se não o vive
Com intensidade
Nessa tola felicidade
De acreditar
Numa vida brilhante.
Pois amo, cada instante
Da vida em pessoa
Quem vive assim, à toa
Por mim e pelos outros,
Pela criatividade, d'uma alma boa,
Faz-me feliz o semblante
Pois só de receber o seu olhar
Alegre, a radiar
Sinto a mais gostosa harmonia.
Ah, mas quem diria?
A menina crescida
Ainda entende a vida
Com a inocência de acreditar,
Sem cara metida,
Que é bom ao poeta ensinar
Que a vida é um feliz sonhar
Monique, Luiz Felipe Chiaradia
Assinar:
Postagens (Atom)